Iracemápolis
A Cidade "Lábios de Mel"
115,1 km²
Área Territorial
A História (Íntegra Oficial)
O Começo e o Bate-Pau
Considera-se o ano de 1891 como o de fundação do povoado de Santa Cruz da Boa Vista, alterado mais tarde
para Iracemápolis, em virtude de ter a povoação se instalado em terras da Fazenda Iracema, de
propriedade de Silvério Jordão.
O que distinguia Santa Cruz da Boa Vista dos bairros da época era o estilo festivo de seus poucos
moradores. No final do século 19, quando não abrigava mais que duzentos habitantes, apesar do nome
oficial, já era conhecido por “Bate Pau”, o que nada tem a ver com brigas, mas com a dança tradicional
de escravos que se alojavam nos arredores do Morro Azul.
Lábios de Mel
“Iracema” vem da língua indígena e quer dizer “lábios de mel”. “Polis” é de origem grega e significa
“cidade”. Portanto, Iracemápolis é a “cidade lábios de mel”. Seu habitante ficou conhecido erroneamente
como “iracemapolense”. O correto, de acordo com as normas da língua, seria “iracemapolitano”. Afinal,
“polis” na formação do gentílico dá origem a “politano” e não a “polense”.
A Década de 1910 e os Pioneiros
Era um lugarejo tranqüilo, de poucas casas. A década de 1910 ficou marcada por fatos que seriam o
alicerce do lento progresso que chegaria. Em 1912, instalou-se a primeira escola primária, na Praça João
Pessoa, com a chegada da primeira professora, Dona Constantina Vaz.
Por volta de 1915, chegou a família Simões, vinda de Limeira. Logo depois, o Capitão Paulo Simões
inaugurou a primeira farmácia, a “Farmácia Veado”. Seu Barretinho e Sinhá Silveira foram donos do
primeiro telefone da vila (em 1911) e de uma grande casa onde instalaram, em 1916, o primeiro armazém de
secos e molhados.
Crescimento Econômico
A família Ometto chegou em 1918, quando comprou a Fazenda Aparecida, antiga Fazenda Angélica. Os
responsáveis por ela eram João, Constante e José Ometto. A cana-de-açúcar foi o grande alicerce
econômico. Com os Omettos, veio a energia elétrica. Até então, a iluminação era feita por lampiões.
A população foi crescendo e, em 1923, o Governador do Estado de São Paulo, Washington Luís, elevou o
povoado à categoria de Distrito de Paz, por meio da Lei nº 1931, de 29 de outubro. O Distrito,
pertencente a Limeira, passou a se chamar Iracemápolis, uma homenagem ao coronel José Levy, proprietário
da Fazenda Iracema, em cujas terras nasceu a vila.
Costumes, Progresso e a Usina Iracema
O Cartório de Registros foi aberto em 1924 (primeiro registro: Humberto Ferreira, e primeiro casamento:
Dona Quininha e Eunice). Em 1930, Gaudino Gonçalves de Lima fez uma reivindicação de reserva de terras
para o cemitério, doado pelo Coronel José Levy.
Em 1937, Constante, Pedro, João, Luiz e Antônio Ometto fundam a Companhia Industrial e Agrícola Ometto,
para instalar uma destilaria de álcool. No mesmo ano, é criado o curso de alfabetização de adultos com o
primeiro professor, o Sr. José Chinellato, que viria a ser o primeiro prefeito de Iracemápolis.
Enfim, a Emancipação!
Muitos moradores batalharam pela emancipação, mas não há dúvida de que a figura de Paulo Aparecido
Simões foi de enorme importância. Na época, Paulo era vereador em Limeira e encaminhou a moção
requerendo a independência.
Com a emancipação, a cidade passou a ter vida própria. De acordo com o que dispõe a lei nº 2.456, de 31
de dezembro de 1953, foi instalado no dia 1 de janeiro um novo município no Estado de São Paulo:
Iracemápolis!
Fonte Histórica Integal: Portal de Serviços de Iracemápolis (www.iracemapolis.sp.gov.br) e IBGE 2022.